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Noticia
dia 14/08/2009
APOSENTADOS
“Não
retiro meus projetos” Entrevista: Paulo Paim, senador (PT)
Autor
das quatro propostas que incomodam o governo, o senador Paulo Paim
(PT), considerado um dos maiores defensores dos aposentados no Congresso,
rejeita alterar a essência de seus projetos. E avalia os possíveis
desdobramentos do impasse.
Zero
Hora – Qual deve ser a solução?
Paulo
Paim – O caminho é o governo flexibilizar um pouco
a sua proposta, se não vai para o voto. Eu não vou
me indispor com os movimentos sociais e retirar os meus projetos.
ZH – No que o senhor
acha que governo deve ceder?
Paim
– Vai ter de aceitar pelo menos a queda do fator previdenciário
e o reajuste das aposentadorias que acompanhe o do salário
mínimo. Se o governo chegar a um acordo nestes dois pontos,
nos outros a gente segue depois o debate.
ZH – Não existe
chances de os aposentados aceitarem a oferta do governo?
Paim
– Lancei uma enquete no meu site e, pelos resultados, tudo
indica que o pessoal (os aposentados), mesmo com o risco de perder,
prefere ir para o voto do que ganhar uma esmola.
Paim alerta que governo tem
mais a perder
Quatro propostas que alteram a Previdência poderão
ser votadas na próxima semana Paulo Paim, senador (PT)
O senador Paulo Paim (PT) avalia que o governo terá de ceder
nas negociações com as associações dos
aposentados e as centrais sindicais sob o risco de o Congresso aprovar
propostas que elevam o valor dos benefícios e, por consequência,
os gastos públicos.
Na quarta-feira, o governo
tentou obter a concordância das entidades para a retirada
dos projetos (veja quadro), acenando com reajuste acima da inflação
das aposentadorias para quem ganha acima de um mínimo em
2010, mas sem índice ainda definido. A possibilidade foi
rechaçada pelos aposentados. Um novo encontro ocorrerá
terça-feira para buscar uma solução para o
impasse.
Quatro propostas já
passaram pelo Senado e podem ser votadas na próxima semana
pela Câmara. Paim diz que não retira seus projetos
(confira entrevista). Também avalia que a votação
no plenário não seria desejável pelo governo
por se tratar de tema de forte apelo popular em véspera de
ano eleitoral. O governo alega que, caso os projetos passem, haverá
descontrole dos gastos e elevação do déficit
da Previdência.
Presente à negociação
em Brasília, o presidente da Federação dos
Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Estado (Fetapergs),
Osvaldo Fauerharmel, diz que as entidades até aceitaram empurrar
para 2011 o debate sobre a recuperação das perdas,
mas o governo teria recusado por temer que a oposição
ressuscite o tema no próximo ano.
–
Agora só vamos negociar se o governo apresentar uma proposta
condizente com anseios dos aposentados. Caso contrário, vamos
para a votação – afirma Fauerharmel.
BRASÍLIA
| Ana Amélia Lemos BRASÍLIA | Ana Amélia Lemos
BRASÍLIA | Ana Amélia Lemos
Questão
de confiança
A próxima reunião
das centrais sindicais e das entidades representativas de aposentados
e pensionistas do INSS com o governo continuará inconclusa.
A condição imposta pelo governo para discutir reajuste
maior a quem recebe, na inatividade, mais do que o salário
mínimo é rejeitada pelas lideranças que falam
pela categoria. O risco de um embate é grande, porque os
aposentados estão mobilizados e se recusam a aceitar a retirada
de todos os projetos que corrigem injustiças no RGPS, como
o fator previdenciário e os reajustes anuais das aposentadorias,
todos de autoria do petista Paulo Paim.
Confiança 2
O senador Paulo Paim, que
montou uma grande rede de comunicação com aposentados,
quer que a categoria se manifeste por e-mail e pelo twitter se deve
aceitar a proposta do governo. O objetivo é que dessa consulta
participem futuros aposentados.
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