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Noticia
dia 09/09/2009
Aposentados
protestam na Câmara pela aprovação dos projetos
Indignados
com o acordo que, simbolicamente, algumas centrais sindicais fizeram
com o Governo acerca do reajuste das aposentadorias e pensões,
aposentados e pensionistas de todo país se manifestaram ontem,
8, na Câmara dos Deputados, para mais uma vez exigirem do
governo a votação do PL 01/2007, que reajusta os benefícios
previdenciários com o mesmo índice de reajuste do
salário mínimo.
A
manifestação, organizada pela COBAP, reuniu cerca
de 500 aposentados vindos da Bahia, Minas Gerais, Goiás,
São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina,
Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
O
presidente da Confederação, Warley Martins Gonçalles,
explicou que a categoria votou em peso, no site da entidade, na
enquete que questionava sobre o posicionamento do governo. “Muita
gente votou e quis que o projeto fosse colocado em votação
na Câmara dos Deputados. Além disso, o índice
que o governo apresentou não recupera a dignidade dos aposentados.
Vamos lutar até conseguirmos o reajuste igual”, afirmou
Warley.
12
horas na Câmara dos Deputados
As
caravanas de aposentados e pensionistas começaram a chegar
no anexo II, da Câmara dos deputados, às 8h da última
terça-feira, 8 de setembro. Com muitos cartazes destacando
a urgência da votação do PL01/2007 e fim do
Fator Previdenciário, os manifestantes carregavam também
fotos de todos os líderes da Câmara, como forma de
sensibilizar os parlamentares a votarem os projetos. Além
das federações e associações filiadas
à COBAP, participaram do movimento o Fórum Sindical
dos Trabalhadores (FST), a Central dos Trabalhadores Brasileiros
(CTB), a Conlutas e a Nova Central dos Trabalhadores (NCST).
Após
a manifestação que durou toda a manhã e início
da tarde, os manifestantes lotaram quatro plenários, sendo
três com transmissão ao vivo por telão, para
acompanharem a audiência pública, requerida pelo deputado
Darcísio Perondi, que tratou sobre a situação
e andamento dos projetos, de autoria do senador Paulo Paim. O coordenador
nacional do FST, José Augusto Filho, foi o primeiro da mesa
da audiência a manifestar apoio e parceria ao movimento. “A
COBAP agiu de forma honesta ao não aceitar essa acordo antipático
com o governo”, afirmou o representante do FST.
O
presidente da Fundação Anfip, Floriano Sá Neto,
disponibilizou dados que comprovam que não existe déficit
na Previdência. “A seguridade é superavitária
e conceder o reajuste igual aos aposentados não vai causar
rombo na Previdência”, ressaltou. O presidente da Nova
Central, José Calixto Ramos, o presidente da CTB, Wagner
Gomes e o secretário geral da Conlutas, Dirceu Travesso se
posicionaram favoráveis à manifestação
e votação dos projetos. Todos concordam que só
haveria acordo sobre o reajuste caso a Cobap, representante legítima
dos aposentados, aceitasse.
Autor dos projetos, o senador
Paulo Paim fez questão de esclarecer que se propôs
a matéria, é porque acredita que ela seja viável
e possível. Além do deputado Darcísio Perondi,
participaram da audiência os deputados Acélio Casagrande,
Jofran Frejat, Germano Bonow, Ivan Valente, Paes de Lira, Chico
Alencar, José Linhares, Rita Camata, Mercadante, Antonio
Bulhões, Alceni Guerra, Eduardo Barbosa e Armando Abílio.
Todos se manifestaram favoráveis aos aposentados e pensionistas.
Reunião
com Michel Temer
Depois
de mais de três horas de audiência, os manifestantes
junto aos parlamentares e ao presidente da COBAP, foram em marcha
rumo ao Salão Verde, da Câmara dos Deputados para aguardarem
uma resposta do presidente da casa, Michel Temer. Um comissão
formada por Warley Martins Gonçalles, senador Paulo Paim,
deputados Darcísio Perondi, Acélio Casagrande e presidentes
das entidades filiadas e parceiras se reuniu com Temer na sala da
presidência. Warley mais uma vez pediu um prazo para a Câmara
votar o PL01/2007. “Já esperamos tempo demais, tentamos
negociar e chegamos a conclusão que o projeto deve ser votado
na íntegra”, desabafou o presidente. Temer afirmou
que vai levar a colocação à bancada de líderes,
para colocarem o projeto em votação. Enquanto isso,
a COBAP organiza novas manifestações e vigílias
para que o projeto seja votado ainda este ano.
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