Noticia dia 05/08/2009

ESTUDO DA COBAP REVELA:

4.5 MILHÕES DE APOSENTADOS CAÍRAM PARA SALÁRIO MÍNIMO

Preocupada com a redução gradual do poder aquisitivo dos idosos brasileiros, a COBAP (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) desenvolveu um minucioso estudo econômico para mapear com total isenção e exatidão a caótica situação do segmento.

Segundo o economista da COBAP, Maurício Oliveira, a análise técnica embasa a tese de que a política de valorização do salário mínimo, que é reajustado anualmente pela inflação mais o crescimento do PIB dos dois últimos anos, transformará num futuro próximo o INSS numa autarquia que paga somente o piso previdenciário (tendo em vista que os demais benefícios estão sendo reajustados apenas pela inflação).

O estudo revela que, somente nos últimos 15 anos, 4.5 milhões de aposentados e pensionistas tiveram seus proventos reduzidos ao salário mínimo. Ou seja, reduziram drasticamente seu poder de compra, prejudicando sua qualidade de vida e de seus dependentes. Atualmente, 18.357 milhões de brasileiros inativos recebem apenas o mínimo, R$ 465,00.

Somente em 2009, comenta o presidente da Confederação, Warley Martins Gonçalles, aproximadamente 350 mil aposentados tiveram seus benefícios achatados para o salário mínimo e a tendência é que até 2020 todos os 26,5 milhões de beneficiários da Previdência migrem para o piso.

De acordo com o advogado gaúcho Pedro Dornelles, professor de Direito Previdenciário, esse levantamento se inicia em 1994, ano em que começa a disparidade, ou seja, período em que os governos passam a dar reajustes diferenciados aos aposentados que ganham mais que o mínimo. Importante lembrar que a Lei 8.213, que desvincula o índice de reajuste das aposentadorias e pensões do salário mínimo foi promulgada em 1991.

TETO DA PREVIDÊNCIA

Outra estatística importante apontada pelo estudo da COBAP indica que enquanto o salário mínimo teve um crescimento de 78,84% no período de 2004 a 2009 (Governo Lula), o teto da Previdência Social cresceu apenas 28,31% no mesmo período. Verifica-se uma queda significativa nos valores do teto em relação à quantidade de salários mínimos. A quantidade de salários mínimos pagos relativamente ao teto correspondia a 9,65 em 2004 e 6,92 em 2009.

PERDAS ACUMULADAS

Dos 26,5 milhões de brasileiros alocados na Previdência, 15.500 milhões são benefícios urbanos, 7.700 milhões são rurais e 3.300 milhões são assistenciais. Estudo do professor José Flávio Rosa, presidente da Federação dos Aposentados do Estado de Goiás, revela ainda que, as pessoas que se aposentaram em 1994 estão com perdas acumuladas de 67,27%, De lá para cá, o índice de perda é menor, variando de acordo com o ano que o segurado se aposentou.

IMPORTANTE

O objetivo deste levantamento técnico é mostrar ao Brasil o impacto terrível causado na qualidade de vida dos aposentados que um dia ganharam mais que um salário mínimo e hoje estão fadados ao piso. A urgência da divulgação destes números se faz necessária em razão do Governo estar negociando nesta semana o novo reajuste dos aposentados para 2010.

COBAP QUER ESTANCAR A SANGRIA

A reunião decisiva acontece na manhã desta quinta-feira, dia 6 de agosto, no Centro Cultural do Banco do Brasil, com participação do ministro Luis Dulci, do deputado federal Henrique Fontana, líder do governo na Câmara, e do líder nacional dos aposentados. Warley Martins. A COBAP reivindica que 8.143 milhões de aposentados e pensionistas recebam a partir de 2010 o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo, 8,9% (conforme prevê o projeto de lei 01/2007, já aprovado pelo Senado e por todas as comissões da Câmara dos Deputados). 

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